O seguro viagem protege você contra imprevistos de saúde e logística durante o deslocamento — de uma consulta médica de urgência a um cancelamento de voo. No Brasil, ele é regulado pela SUSEP, não pela ANS: apesar de lidar com despesas médicas, não é um plano de saúde, e sim um seguro de pessoas com regras próprias.
O que o seguro viagem cobre
Pela regulamentação da SUSEP, todo plano de seguro viagem deve oferecer ao menos uma cobertura básica entre: despesas médicas, hospitalares e odontológicas (DMHO), traslado de corpo, regresso sanitário, traslado médico, morte em viagem, morte acidental em viagem, e invalidez permanente por acidente em viagem. As seguradoras costumam empacotar essas coberturas junto com itens adicionais, conforme o plano escolhido.
Despesas médicas, hospitalares e odontológicas
Cobertura para acidentes e doenças súbitas durante a viagem — a mais importante do seguro.
Traslado médico e regresso sanitário
Transporte para outro hospital ou de volta ao Brasil em caso de necessidade médica grave.
Traslado de corpo
Cobertura para repatriação em caso de óbito durante a viagem.
Bagagem extraviada ou danificada
Indenização por bagagem perdida, roubada ou danificada pela companhia de transporte.
Cancelamento e atraso de viagem
Reembolso de despesas em caso de cancelamento, interrupção ou atraso prolongado.
Assistência 24h
Central de atendimento em português para orientação e acionamento em qualquer situação.
✈️ No território nacional, o seguro viagem não é obrigatório por lei — mas é altamente recomendado, já que o custo de uma internação particular pode ser alto mesmo dentro do Brasil, especialmente fora da sua cidade de origem.
Viagem internacional: coberturas obrigatórias
Para viagens ao exterior, a regulamentação da SUSEP torna obrigatória a contratação de quatro coberturas específicas: despesas médicas, hospitalares e odontológicas, traslado de corpo, regresso sanitário e traslado médico. A cobertura de despesas médicas deve necessariamente cobrir tanto acidentes pessoais quanto enfermidade súbita e aguda — não é permitido vender um plano que cubra só acidentes.
Para viagens internacionais, os valores de reembolso podem ser definidos em moeda estrangeira, mas são convertidos para reais no momento do pagamento — vale considerar a variação cambial na hora de comparar planos.
Exigência de visto: cobertura mínima Schengen
Quem viaja para países do Tratado de Schengen (a maior parte da Europa) precisa apresentar seguro viagem com cobertura médica mínima de 30 mil euros como parte da documentação de entrada. Vale checar esse valor mínimo com atenção antes de fechar o plano — coberturas abaixo desse limite podem gerar problema na fronteira ou no controle migratório.